A chegada do Benício {parto domiciliar}

Sua irmãzinha nasceu em casa. Os planos para seu nascimento não seriam diferentes. Seu nome, Benício Gael, foi escolhido pela Maitê, promovida a irmã mais velha. O finalzinho da gravidez da mamãe já foi com aquela vontade de que o parto acontecesse logo. Acredito que seja assim com a maioria das mulheres. Além da ansiedade, vem o desconforto e o peso, noites mal dormidas e o desejo de ter logo nos braços aquele bebezinho que já se conhece pelos chutes e movimentos de dentro da barriga. Ou que se conhece pelos sonhos também.

Benício, foi assim que aconteceu no dia em que você chegou. Hoje, é pra você que conto essa história. Lembro que era uma noite bem fria. Quando cheguei em sua casa, a Taíza, enfermeira que acompanhou sua mãe também no nascimento da Tetê, já estava lá. Fazia massagens, sugeria uns exercícios, monitorava as contrações. Sua mãe tomava um chá delicioso (só que não… no filme você vai ver!) para estimular as contrações. Um pouco depois, a médica, Dra Rachel, chegou também. Morremos de rir com as histórias que sua mãe contou sobre o milkshake que tinha tomado mais cedo. Rimos também quando ela contou das voltas no shopping para distrair, e do desespero das vendedoras quando ficavam sabendo que você podia vir a qualquer hora.

O quadrinho no seu quarto já pedia que você chegasse ainda em setembro, mas todos sabiam que isso quem iria decidir seria você. Mas você atendeu às expectativas de seus pais! 😉

As contrações vinham fortes, mas perderam o ritmo. Então, fomos dar uma volta em baixo do prédio. Já estava tarde e não havia ninguém na rua. Caminhamos, caminhamos e as contrações voltaram. Quando ficaram mais fortes e ritmadas, voltamos para sua casa. A pediatra, Dra Carolina, já tinha chegado também para te ver nascer e te examinar. Nesse momento sua mãe já estava mais calada e em busca de um lugar, de uma posição que fosse mais confortável. Percebemos que estava pertinho de sua chegada.

Perto das 3 horas daquela madrugada fria você nasceu. Grande e forte. Seu pai e a Dra Rachel te receberam gentilmente. Você foi imediatamente para o colinho quente de sua mãe e por ali ficou por um bom tempo. Vocês ficaram abraçadinhos, se (re)conhecendo, se olhando, sentindo seus cheiros. Seu pai emocionado era puro amor e admiração por vocês dois. Logo sua irmãzinha acordou e foi te conhecer. Ela te chamava de “meu bebê”. Coisa mais linda!

Daqui a uns dias você fará seu primeiro aniversário! Talvez não entenda essa história ainda, mas sei que ainda vai querer ver essas fotos e o filme do seu nascimento muitas e muitas vezes. Com isso, me sinto feliz e realizada por poder te contar essa história e proporcionar essas memórias para você e para sua família.

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