O nascimento da Guadalupe {primeira parte}

Nossos caminhos se cruzaram há alguns anos. Mais precisamente em 2011. O Benjoca estava prestes a fazer seu primeiro aniversário e a Luíza queria que eu fotografasse a festinha. Lembro que no final do e-mail que ela me enviou, perguntava se eu tinha interesse no trabalho seguido de um “diz que sim!”. Na hora me lembrei do Chaves e aquilo me fez rir. Notei imediatamente que se tratava de alguém especial, mas eu ainda não tinha ideia do quanto.

Fiquei encantada pela festinha do Benjoca! Era festa feita pra criança mesmo, das brincadeiras às comidinhas (frutas, nada de frituras, papinha para os bebês, bolinhos sem glúten nem lactose), copinhos de papel, decoração exclusiva usando papel e tecido… Tudo feito com muito amor e simplicidade. Do jeito que eu gosto! Fui pra casa apaixonada por tudo… pelo Benjoca, que aprendeu comigo a imitar macaco, pela família, pelas crianças, pelos convidados, pelo clima da festa. Só não sabia que naquele momento estava só começando uma história. Nosso encontro não terminava ali.

Encontrava com a família Diener em várias festinhas infantis que estava fotografando e eles eram convidados. Assim acompanhava o crescimento daquele menino adorável e os reencontros eram sempre muito agradáveis.

Quase dois anos depois, outro convite especial…  a Luíza me convidou para fotografar o nascimento da Constança. Foi um trabalho incrível! Fotografia de parto não só exige uma afinidade muito grande entre o profissional, a família e a equipe, como cria vínculos que simplesmente se perpetuam no tempo. Compartilhamos momentos extremamente íntimos e delicados, em que se deposita muita confiança e se espera muita cumplicidade do fotógrafo. Depois de um parto, é impossível sermos apenas cliente e profissional. Tenho um carinho imenso pelos bebês que vi nascer. Como se fossem todos meus sobrinhos, sei lá.

Mais um tempinho e reencontro a Lu em um curso de culinária da Tati (pessoa por quem também tenho um carinho enorme por ter me convidado para registrar o nascimento do caçulinha) que fui aprender uns pratos novos e fotografar. Na despedida, Luíza me deu um abraço mais demorado que veio junto com a notícia da terceira gravidez. Fiquei muito feliz com a novidade e muito honrada quando, uns meses depois, veio o convite para fotografar o parto. Pra mim essa é a alma da fotografia de família… acompanhar o crescimento das crianças e da própria família. Fazer um pouco parte de cada uma delas.

A gestação ia se avançando e o parto, obviamente, se aproximando. A parteira quis fazer uma reunião com todas as pessoas que estariam presentes no parto para tirar eventuais dúvidas, saber as expectativas de cada um, combinarmos como nos avisaríamos e como iríamos abrir o portão. Foi uma reunião com cara de encontro de comadres, com direito a lanche, risadas e histórias. Levei um bolo de banana que é sucesso em minha casa, desses que têm cheiro de família reunida. Acho que o pessoal curtiu! 😉

As crianças estavam animadas! Viraram ajudantes da parteira, que tem uma assistência pré-natal admirável e apaixonante, e mediram a barriga, escutaram o bebê, fizeram farra. No final da tarde, nos despedimos e aguardaríamos os sinais do parto.

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Dois dias depois, acordo com um telefonema. Entre as outras palavras filtrei o “estou com umas contrações estranhas e acho que é hoje”. Tati, a doula, entraria em contato comigo me dando notícias do trabalho de parto. Eu já estava com tudo arrumado, só tomei um banho, café e fiquei aguardando me chamarem. Como imaginei, não demorou muito pra Tati me ligar dizendo que era melhor eu ir, pois apesar de as contrações ainda estarem sem ritmo, moro longe da Luíza e tudo poderia mudar e o trabalho de parto engrenar rapidamente. Nossa expectativa era de que seria um parto bem rápido.

Quando cheguei, as crianças já vieram me recebendo com beijos e brincadeiras. Tati e a mãe da Lu estavam preparando o almoço. Lu quis ficar sozinha no quarto para tentar dormir. As contrações vinham de forma bem irregular. Almoçamos, conversamos e passamos um ótimo domingo juntos, mas ainda não era o dia do parto, como bem disse Benjamin.

Voltamos todos para casa e ficamos à espera de novas notícias.

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Benjoca fez um lindo desenho com carvão do bebezinho que estava prestes a nascer e do bebezinho da sua tia Laura. Disse que eles estavam felizes por podermos vê-los pelo desenho. 🙂

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Sansa já fazia amizade com a priminha.

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[continua…]



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