O Sol nas bancas de revista…

Confesso que se tratando de música sou um pouco saudosista. Pode soar preconceituoso ou coisa de “cabeça dura”, mas acho que hoje em dia não se faz mais música como em outros tempos passados. Pronto, falei! Não sei se por mudanças de contexto histórico e motivações ou se por falta de critério e exigência de quem ouve, ou por pura banalização do amor, do sexo, da humanidade. Quando penso na função da música há alguns anos e hoje vejo coisas não só sem sentido, mas de muito mal gosto, tomando conta de todos, inclusive caindo na boca da criançada, me preocupo um pouco. Mas não é esse o objetivo do post. Sou uma leiga e completa ignorante no assunto.

O ponto é que mesmo eu sendo saudosista, não me prendo com unhas e dentes aos intérpretes. Me agrada muito ver novos talentos fazendo releituras de ícones da nossa música. Acho que eles trazem muita coisa boa pra quem não viveu em certas épocas. Não sou daquelas mães que proíbem o filho de ver certos programas ou de ouvir rádio pra evitar as porcarias que estão espalhadas por aí. Muito pelo contrário! Esse contato vai existir uma hora ou outra. Faz parte da cultura do momento. Mas que me alegra muito ver minha filha cantarolando Caetano, isso eu confesso! E como ela conheceu as músicas do Caetano? Somente de ver que eu gosto? Com certeza, não. Quem colocou Caetano no repertório da minha filha foi Maria Gadu!

A primeira vez que ouvi Maria Gadu no rádio pensei logo que seria uma artista de música de novela. Daquelas que fazem sucesso no primeiro CD e não conseguem passar daí. Mas fui conhecendo um pouco mais, fui a um show dela e mudei redondamente de opinião. A garota tem talento! Quando vi que se juntou a Caetano e que estavam fazendo turnê, já fiquei ligada na data em que estariam em Brasília. Seria um oportunidade perfeita de rever Maria Gadu e não só de ver o Caetano ao vivo e a cores, mas também de levar a Lu pra conhecer um dos grandes nomes da música brasileira e um dos novos talentos musicais que já caiu na nossa admiração.

Lá fomos nós. Não deu pra sentar muito na frente, pois o ingresso da área VIP estava muito muito caro. Tenho algumas ressalvas a fazer sobre isso, mas aqui não é lugar nem momento. De qualquer forma, a câmera em punho. Visualmente, o que eu quis registrar foi mais a mudança de cores das luzes, pois não tinha cenário elaborado, outros músicos ou performances e expressões teatrais. Somente os dois ali, voz e violão. E bastou. E foi ótimo! Eles cantaram. Ele saiu. Ela cantou. Ele voltou. Eles cantaram. Ela saiu. Ele cantou. Ela voltou. Eles cantaram. Eles saíram. Eles voltaram. E eu amei!

Pra mim o ponto alto foi Alegria Alegria.

“O Sol nas bancas de revista

me enche de alegria e preguiça

Quem lê tanta notícia?

Eu vou…

Por entre fotos e nomes

Os olhos cheios de cores

O peito cheio de amores vãos

Eu vou… por que não? por que não?”

E depois ver a Lu cantarolando Vaca Profana valeu e muito o ingresso!



3 respostas para “O Sol nas bancas de revista…”

  1. Josie Cunha disse:

    Que espetáculo (literalmente) minha amiga querida.
    Deve ter sido emocionante e o show não é só dos famosos, também é seu com essas fotos belíssimas.
    Tô doida pra te ver e dar aquele abração bemmm apertado!!!

    Tá chegando o dia!
    Bjão.

  2. Luiz disse:

    olá? Ana Paula aproveito pra lhe dezejar, um Feliz natal, e Um bom 2012, Que Menino Jesus, Que vai Nasser traga muita Luz, e paz, que essa Luz, ilumine você e sua famlia, e que você continue fazendo esse show de imagens, abraço Luizão do forró.,

  3. Denise disse:

    Popi, como sempre, as fotos estão belíssimas! Mas essas são especiais, pois o show é especial! Tive a oportunidade de ir a esse show em Aracajú e fiquei encantada! Fui por causa do Caetano, mas gostei bastante da Maria Gadu também… mas Caetano é Caetano, né?
    Beijosss…

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